‘Jamais estive envolvido em situação ilícita’, diz Bendine a Moro

O ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, prestou depoimento ao juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em primeira instância, nesta terça-feira (16), na Justiça Federal em Curitiba (PR).

Ele está preso desde julho do ano passado, acusado de receber R$ 3 milhões em propina da Odebrecht, para facilitar contratos entre a empreiteira e a estatal, conforme informações do portal G1.

Quando do primeiro interrogatório, realizado em novembro último, ele permaneceu em silêncio. Dessa vez, negou ter cometido os crimes.

“Nego veementemente essa situação, jamais solicitei ou autorizei que alguém solicitasse qualquer tipo de vantagem indevida”, disse. “Jamais estive envolvido em qualquer situação ilícita. As minhas gestões frente ao Banco do Brasil e da Petrobras sempre foram primadas pela total trasparência, nunca houve nenhum tipo de questionamento sobre o meu trabalho”, acrescentou.

De acordo com o portal G1, ele ainda afirmou estar sendo “vítima de uma acusação falsa”, de um “engano”.

Bendine presidiu o Banco do Brasil de abril de 2009 a fevereiro de 2015 e a Petrobras, até maio de 2016. Em delação feita pelo empresário Marcelo Odebrecht, ele foi citado como um dos beneficiários de pagamento de vantagens indevidas.

No depoimento prestado, em novembro, ao juiz Moro, Marcelo Odebrecht, que é um dos delatores das investigações da Lava Jato, disse que autorizou repasse de R$ 3 milhões a Bendine. Marcelo Odebrecht foi interrogado pelo magistrado na ação penal em que Bendine e ele são acusados do crime de corrupção.

Bendine é o único ex-presidente da Petrobras que virou alvo de processo na Operação Lava Jato. Ele foi conduzido ao cargo na estatal pela ex-presidente Dilma Rousseff, depois da saída de Graça Foster do comando da empresa. Antes disso, ele ocupou a presidência do Banco do Brasil.


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