Letícia Colin diz que papel de prostituta feminista tem tirado seu sono

'Estou no lugar de aprender, abrir meu pensamento, e de me exercitar em outros pontos de vista', disse a atriz

A complexidade da personagem Rosa, de “Segundo Sol” (Globo), está transformando o mundo de Letícia Colin, 28. Desde que recebeu a incumbência de dar vida a uma prostituta feminista, a atriz tem perdido o sono pensando sobre relação com o corpo e com o trabalho, liberdade, empoderamento feminino, entre tantos outros temas explorados pelo papel.

“Acho que eu queria mesmo pensar sobre essas questões, e que foi por isso que essa personagem veio para mim. São questões que me provocam e para as quais não tenho respostas. Uma prostituta feminista é algo muito interessante”, afirmou a atriz, em entrevista ao F5.

Colin descreve sua personagem como uma mulher que, exausta de viver em um ambiente familiar tóxico, deseja se potencializar, se desenvolver, se descobrir e viver bem a sua vida, com autonomia financeira. Em meio a uma crise de desemprego, a oportunidade de se prostituir aparece e ela aceita.

“Rosa é uma mulher muito curiosa e corajosa, e tem uma relação de liberdade com o corpo. Tenho aprendido muito com ela em relação a isso. Acho que ela entende de forma muito clara que é uma relação de trabalho, de troca. O ponto de vista dela é muito transparente em relação à prostituição.”

A artista diz ainda que o tema muitas vezes é tratado de forma velada e hipócrita, e que a novela propõe um olhar mais honesto sobre a sexualidade, a prostituição e o feminismo.

Na atual fase da trama, Rosa mantém um relacionamento com Valentim (Danilo Mesquita), mas ainda demonstra interesse por Ícaro (Chay Suede), o ex que também trabalha como garoto de programa na agência da cafetina Laureta (Adriana Esteves).

O ambiente de trabalho de Rosa e Ícaro é relativamente saudável, em termos de saúde e conforto, o que não impede que os personagens vivam grandes dilemas.

“A prostituição de luxo é um ramo muito específico, em que você ganha muito dinheiro. Com a Rosa, não estamos falando de uma prostituta que fica na esquina, mais vulnerável a situações de abuso, violência. A gente tem que entender que estamos falando de um assunto a parte. Tenho aprendido muito através da personagem. […] Mas ela não vai só se dar bem. É uma vida muito difícil. Qualquer profissão é muito difícil.”

REFERÊNCIAS E LUGAR DE FALA

Entre as tantas referências que pesquisou para dar vida a Rosa, Letícia Colin cita o livro “Teoria King Kong”, escrito por Virginie Despentes, como uma das mais importantes. “Esse texto contribuiu muito para o debate. É maravilhoso. Ele mudou muito meu pensamento. Ela [autora] é francesa, cineasta e foi estuprada. É uma mulher que tem uma história incrível.”

A atriz também conversou com mulheres em situação parecida com a de Rosa. Disse que este laboratório foi uma experiência excelente para que pudesse ser o mais fiel possível à complexidade do tema que sua personagem retrata.

“Esse trabalho nos coloca numa posição de muita atenção. Quando estou trabalhando, ouço melhor. Estou no lugar de aprender, abrir meu pensamento, e de me exercitar em outros pontos de vista. É um momento muito rico, onde eu mais cresço. Foi o máximo.”


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Com informações da Folhapress.
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