Home Geral MPF quer aumentar pena de Cabral para 86 anos e oito meses de prisão

MPF quer aumentar pena de Cabral para 86 anos e oito meses de prisão

O ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, foi condenado a 45 anos e dois meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Cabral e mais 11 pessoas, incluindo sua mulher, Adriana Ancelmo, foram condenados na sentença final da Operação Calicute, desdobramento da Operação Lava Jato, proferida na quarta-feira (20), pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal.

O Ministério Público Federal (MPF), no entanto, vai recorrer da sentença e quer uma sentença de 86 anos e oito meses de prisão. Os procuradores, de acordo com informações do portal G1, querem aumentar a pena por lavagem de dinheiro. Em relação a este crime, a condenação do juiz Marcelo Bretas foi de 13 anos.

Quando da sentença, Bretas explicou que considerou como agravante o fato de Cabral ter sido o líder da organização criminosa. “Principal idealizador dos esquemas ilícitos perscrutados nestes autos, o condenado Sergio Cabral foi o grande fiador das práticas corruptas imputadas. Em razão da autoridade conquistada pelo apoio de vários milhões de votos que lhe foram confiados, ofereceu vantagens em troca de dinheiro. Vendeu a empresários a confiança que lhe foi depositada pelos cidadãos do estado do Rio de Janeiro, razão pela qual a sua culpabilidade, maior do que a de um corrupto qualquer, é extrema”, escreveu Bretas.

O MPF também pretende recorrer para aumentar a pena da ex-primeira dama Adriana Ancelmo. Ela foi condenada a 18 anos e três meses de reclusão por lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

No dia em que a sentença foi divulgada, o advogado Rodrigo Roca, que representa Cabral, divulgou vídeo em que classificou a pena como uma violência ao estado democrático de direito. “Só reforça a arguição de suspeição que nós fizemos contra o juiz que a prolatou. A condenação do governador pelo juiz Marcelo Bretas era um fato, era esperada, todo mundo sabia disso”, disse Roca, adiantando que vai apelar à instância superior.

A Operação Calicute investigou a relação entre o poder político no governo Cabral e empresas prestadoras de serviços, fornecedoras de produtos e empreiteiras responsáveis por grandes obras, principalmente para a Copa de 2014.

Carregar Mais Artigos Relacionados
Carregar mais por Emily
Carregar mais por Geral

DEIXAR UM COMENTÁRIO

Política de moderação de comentários: A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro ou o jornalista responsável por blogs e/ou sites e portais de notícias, inclusive quanto a comentários. Portanto, o jornalista responsável por este Portal de Notícias reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal e/ou familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.

Veja Também

Fani mantém cachê e avisa: ‘Não vou cobrar barato só porque engordei’

Agora pesando 83 kg e exibindo um corpo naturalmente diferente do que o Brasil viu no R…