Home Destaque No sertão da Paraíba, Agricultores mantém tradição de Engenho Centenário em Cajazeiras – PB: Veja a reportagem!

No sertão da Paraíba, Agricultores mantém tradição de Engenho Centenário em Cajazeiras – PB: Veja a reportagem!

A nossa reportagem esteve nesta quarta-feira  (28), na comunidade do Sitio Riacho do Meio, zona rural distante 18 Km do município de Cajazeiras no Alto sertão da Paraíba. Lá tivemos o privilégio de participar por algumas horas da tradicional moagem e o melhor, tudo feito totalmente de forma rudimentar, onde se fabrica: rapadura, batidas, doce de alfenim e mel de engenho da melhor qualidade.

Uma tradição que há mais de um século é mantida de pai para filhos, envolvendo toda uma comunidade que gira em torno de 100 famílias e quase 500 habitantes. Tudo em prol da permanência de um dos últimos engenhos de cana de açúcar existentes na região do semi-árido nordestino.

Durante o período da moagem, cada trabalhador recebe por diária um valor que gira em torno de R$ 60,00 e R$ 100,00 . O trabalho temporário envolve em torno de 30 pessoas, entre homens e mulheres da comunidade.

Para seu Otácio Pessoa de Abreu, ”a manutenção do engenho é uma questão de honra, até mesmo porque dos 12 que existiam na região, restam apenas dois, ambos situados na comunidade de Terra Molhada e o nosso aqui, no Riacho do Meio”. Seu Otácio ainda lembra bem desde quando o engenho era puxado à carro de boi, até a modernidade com o trabalho sendo feito com energia elétrica.

História dos Engenhos

No Brasil, os engenhos de rapadura existem desde o século XVII, ou talvez antes. Há registro da fabricação de rapadura, em 1633, na região do Cariri no Ceará.

Os engenhos de rapadura eram pequenos e rudimentares. Possuíam apenas a moenda, a fábrica, onde ficavam as fornalhas, e as plantações de cana que, normalmente, dividiam o espaço com outros tipos de cultura de subsistência.

Os grandes engenhos também fabricavam rapadura, mas não para fins comerciais. O produto era utilizado apenas para consumo dos habitantes locais.

Observar a produção de rapadura em engenhos centenários coloca você como testemunha contemporânea do que restou deste Brasil Colonial.

Moendas e fornalhas pouco se modernizaram. Como a rapadura nunca chegou a ser uma mercadoria competitiva como o açúcar, o doce acabou se adaptando à produção regional. Embora os engenhos já não sejam mais movidos à tração animal o processo ainda é rudimentar.

Primeiro a cana é moída e depois levada ao fogo. Os tachos borbulham por horas. O caldo dourado é remexido sem parar. Ao atingir o ponto ideal o “mel” é transferido para outro caldeirão, onde cozinha mais um pouco até começar a se soltar do caldeirão.

A finalização tem que ser rápida para que a “massa” não endureça. Formas de madeira recebem o doce que, em pouco mais de 15 minutos, está pronto para o consumo.

 

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