Presidenciável do PSOL cumpre agenda na Paraíba e destaca propostas

Boulos criticou o atual governo do presidente Michel Temer (MDB).

O pré-candidato a presidente da República pelo PSOL, Guilherme Boulos, está na Paraíba cumprindo agenda nesta quinta-feira, 5.

Em entrevista à Rádio Correio FM, Guilherme, que se encontra em João Pessoa, comentou sobre as propostas para o país, destacando que tem uma nova forma de fazer política, de enfrentamento a privilégios.

Boulos criticou o atual governo do presidente Michel Temer (MDB), que, segundo ele, “afundou o Brasil no buraco e está retirando as nossas conquistas, desmontando a democracia do Brasil”.

– É preciso que a gente apresente uma alternativa. Temos convicção de que para enfrentar essa esculhambação em que o Brasil está metido é preciso trazer o poder para perto das pessoas. Continua se fazendo política no Brasil com grandes empresários financiando campanhas de candidato, depois o cara entra pra atender os interesses econômicos do cara que bancou. Precisamos romper com essa lógica, precisamos fechar a ferida que separa Brasília do resto do Brasil de verdade. A primeira proposta que temos para 1° de janeiro de 2019, ganhando essas eleições, vai ser chamar um plebiscito para revogar os estragos feitos pelo governo Michel Temer, para o povo decidir sobre a reforma trabalhista, cortes de gastos na Saúde e Educação – pontuou.

Guilherme afirmou que o plebiscito seria um ponto de partida para o país voltar a gerar emprego e renda, e investimentos públicos em Saúde, Educação e Segurança Pública.

O presidenciável também destacou que as eleições deste ano será a mais imprevisível dos últimos 30 anos, em que mais de 50% das pessoas não sabem em quem votar ou querem anular o voto por estarem desesperançadas com a política.

– Precisamos resgatar a esperança num projeto de mudança. Essas eleições também são imprevisíveis porque tem uma intervenção do Judiciário que tenta tirar o ex-presidente Lula das eleições. O Lula foi condenado sem nenhuma prova material e querem tirá-lo no tapetão. Todo mundo sabe que essa prisão é para ele não participar das eleições e isso também faz parte da indefinição do cenário que temos nos próximos meses – explanou.

Boulos comentou que o ex-presidente Lula tem o direito de ser candidato, mas que tem críticas ao governo do PT, que, segundo ele, não teve ousadia para enfrentar as oligarquias políticas que ainda comandam o Brasil.

– A esquerda precisa pensar os seus caminhos, não podemos pensar olhando o espelho retrovisor, precisa olhar o futuro, resgatar e construir um projeto que dê esperança para o nosso povo. E para isso precisamos colocar o dedo na ferida, não pode ter meia-palavra e enfrentar os privilégios lá de cima. Não vamos governar para banqueiro não, vamos governar para o povo brasileiro. Não vamos governar com o MDB, com oligarquias, temos que aprender a lição que aconteceu no passado recente do Brasil. Quem dorme com o inimigo também sai ferido, o preço é alto. Queremos enfrentar os grandes interesses econômicos, para garantir que o estado brasileiro dedique seu investimento para a maioria do povo – sublinhou.

Guilherme ainda frisou a escolha da sua candidata a vice, Sônia Guajajara, representando a comunidade indígena.

O presidenciável estará em Campina Grande, às 19h00, na Universidade Estadual da Paraíba, e depois irá ao Parque do Povo.


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