Presidente da Câmara de Cajazeiras obtém importante documento que proíbe tirar água de Boqueirão

O termo garante que até julho de 2019 as águas do Açude de Boqueirão não podem ser retiradas para abastecer outros mananciais.

Na manhã desta sexta-feira (20), uma reunião no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cajazeiras, que contou com as participações de políticos, gestores públicos e grupos sociais, discutiu projetos para amenizar os impactos da seca nos principais açudes que abastecem a região.

De acordo com o superintendente de Planejamento dos Recursos Hídricos da Agência Nacional das Águas (ANA), Carlos Perdigão, o encontro faz parte das estratégias de implementação do plano das bacias dos rios Piancó, Piranhas e Açu. A ideia é antecipar ações para amenizar os impactos nesses sistemas hídricos.

“Nós acreditamos que nas futuras secas será uma estratégia de ação importante para aumentar a resiliência do sistema e minimizar os impactos das secas”, frisou Perdigão.

Mas o ponto alto da reunião para os cajazeirenses foi a entrega do Termo de Alocação de Águas da ANA nas mãos do presidente da Câmara Municipal de Cajazeiras, vereador Marcos Barros. O termo garante que até julho de 2019 as águas do Açude de Boqueirão não podem ser retiradas para abastecer outros mananciais.

Marcos vem batendo de frente com o deputado federal Marcondes Gadelha, que está tentando conseguir uma autorização da ANA para retirar água de Boqueirão e abastecer o Açude de São Gonçalo, em Sousa, a fim de irrigar as plantações de coco do Distrito de São Gonçalo.

“Aqui nós não temos nada contra os irrigantes, mas infelizmente a água que nós temos reservada lá em Boqueirão é prioritária para o consumo humano e para os animais. Esse documento é oficial. Para desmanchar o que está aqui precisa novamente o Comitê se reunir extraordinariamente e deliberar do jeito que o deputado Marcondes Gadelha pretende. Mas isso não vai acontecer. E se chegar a acontecer essa reunião, nós vamos estar presentes com toda força para impedir que isso aconteça”, ressaltou Marcos Barros.

Carlos Perdigão também confirmou que o Termo de Alocação de Águas deve ser obedecido: “O que nos cabe e o que nós obedecemos é o Termo de Alocação negociada de água, e lá não existe nenhuma previsão sobre essa liberação”, disse.

Veja o documento aqui!

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