Home Esportes Recuperado, Gustavo Henrique se diz pronto para jogo de volta contra o Atlético-PR

Recuperado, Gustavo Henrique se diz pronto para jogo de volta contra o Atlético-PR

Os torcedores do Santos já devem ter até se esquecido da última vez que viram Gustavo Henrique em campo. No dia 24 de setembro de 2016, o zagueiro estava suspenso por dois jogos após reclamações contra a arbitragem na derrota santista para o Internacional, no Beira-Rio, pelo Brasileirão. Contando com o futebol do jovem de 24 anos, o Peixe conseguiu um efeito suspensivo e ele entrou em campo diante do Sport, na Ilha do Retiro. Porém, todo o esforço do alvinegro foi por água abaixo logo aos 3 minutos do confronto, quando em uma dividida com Diego Souza, o defensor levou a pior e precisou ser substituído por David Braz.

Dias depois, Gustavo Henrique passou por exames e teve constatado o rompimento do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. A lesão foi um duro golpe no zagueiro, que vivia o melhor momento da carreira e havia acabado de se recuperar completamente de um problema parecido.

Afinal, ele já tinha rompido o ligamento do joelho em fevereiro de 2014. Na época, porém, a lesão foi na perna direita e a recuperação foi bem complicada, já que o santista sofreu com dores, insegurança e ainda foi vítima de uma tendinite patelar.

Agora, afastado dos gramados por mais de nove meses, Gustavo Henrique se vê mais ‘calejado’ em sua segunda lesão ligamentar. Mesmo ainda sentindo algumas dores, o zagueiro garante que está recuperado da cirurgia e estará à disposição do técnico Levir Culpi para o duelo de volta das oitavas de final da Libertadores, contra o Atlético-PR, no próximo dia 10 de agosto, na Vila Belmiro.

“Na próxima semana eu começo a treinar com bola junto do grupo. Até perder aquele medo, conseguir dar um giro, um pique, fazer um coletivo, vai demorar mais um ‘mesinho’, né. Até mesmo para pegar um preparo físico e confiança também, acredito que estarei apto em um mês. Pronto eu vou estar (para jogar contra o Atlético-PR). Mas o professor sabe que o David Braz, o Veríssimo e até mesmo o Noguera estão com mais ritmo de jogo, por isso eu sei que será difícil eu jogar logo de cara. Mas eu quero ajudar de alguma forma, estando no banco e entre os relacionados, quero incentivar. E se estiver dentro de campo eu vou tentar fazer o meu melhor”, disse Gustavo Henrique em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva.

Apesar da confiança maior em relação a 2014, o zagueiro também passou por um momento difícil na recuperação. Em abril deste ano, ele começou a reclamar de um desconforto e foi submetido a uma videoartroscopia no joelho esquerdo. O procedimento atrasou o retorno aos gramados, mas não tirou o ânimo de Gustavo.

“Eu estava com muitas dores no tendão e esse procedimento melhorou isso. Atrasar um pouco o retorno é normal. É melhor voltar a jogar 100% do que voltar 50% e ir recuperando aos poucos. Foi isso que os médicos quiseram fazer. Tive total confiança neles e deu tudo certo. Dessa vez foi bem mais tranquilo. Me senti mais seguro. Até porque em 2014 era a primeira vez e surgiram várias perguntas, vários questionamentos. Agora eu coloquei na minha cabeça que iria passar por outra recuperação de forma mais tranquila e estou conseguindo. Acredito que vou tirar de letra dessa vez e retornarei bem”, projetou.

Companheiro de Gustavo Henrique na zaga titular de 2016, Luiz Felipe rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito em outubro. E assim como o colega, ele também está em fase final de recuperação e deve retornar aos gramados em julho.

“A gente já tinha uma amizade muito boa fora de campo. Quando aconteceu a lesão dele eu fiquei bastante chateado. Sempre expliquei pra ele que eu já tinha passado por isso e logo ele estaria em campo. Ele entendeu rápido, é um cara com a cabeça muito boa. Infelizmente ele teve um problema muscular (edema na parte posterior da coxa direita) recentemente, o que atrasou um pouco a recuperação. Mas isso é normal. Quando se fica muito tempo parado isso acontece. Mas o importante é que a parceria ajudou bastante nós dois na recuperação”, concluiu Gustavo.

Leia a entrevista na íntegra:

Gazeta Esportiva: Você está 100% recuperado? Sente alguma dor? Falta mesmo só a condição física para o seu retorno?

Gustavo Henrique: “A condição física eu venho trabalhando no dia a dia, já tem umas duas semanas que venho me preparando forte. Sempre existe a dor, uma dorzinha ou outra que acontece em um treino mais puxado. Às vezes acaba dando uma inchada, mas eu sei que isso é coisa que vai melhorando com o tempo. Já estou muito confiante e espero estar à disposição o mais rápido possível”.

Gazeta Esportiva: Qual a previsão para você já ficar à disposição do técnico Levir Culpi?

Gustavo Henrique: “Na próxima semana eu começo a treinar com bola junto do grupo. Até perder aquele medo, conseguir dar um giro, um pique, fazer um coletivo, vai demorar mais um ‘mesinho’, né. Até mesmo para pegar um preparo físico e confiança também, acredito que estarei apto em um mês”.

Gazeta Esportiva: Quer dizer então que para o jogo de volta contra o Atlético-PR, no dia 10 de agosto, na Vila, você já estará pronto para assumir a zaga?

Gustavo Henrique: “Pronto eu vou estar (para jogar contra o Atlético-PR). Mas o professor sabe que o David Braz, o Veríssimo e até mesmo o Noguera estão com mais ritmo de jogo, por isso eu sei que será difícil eu jogar logo de cara. Mas eu quero ajudar de alguma forma, estando no banco e entre os relacionados, quero incentivar. E se estiver dentro de campo eu vou tentar fazer o meu melhor”.

Gazeta Esportiva: Você teve uma lesão parecida (rompimento do ligamento cruzado anterior do joelho) no começo de 2014, mas na perna esquerda. Esse problema daquele ano ajudou você a ter força nessa nova recuperação?

Gustavo Henrique: “Dessa vez foi bem mais tranquilo. Me senti mais seguro. Até porque em 2014 era a primeira vez e surgiram várias perguntas, vários questionamentos. Agora eu coloquei na minha cabeça que iria passar por outra recuperação de forma mais tranquila e estou conseguindo”.

Gazeta Esportiva: Depois da lesão em 2014 você acabou retornando aos gramados com muitas dores, ficando até com receio de dividir algumas bolas. Dessa vez você acredita que passará por isso novamente ou já está mais calejado desta vez?

Gustavo Henrique: “A dor é normal no começo. Temos que superá-la. Mas sei que não tenho muito tempo para isso. Preciso melhorar rápido, conseguir chegar em divididas com força. Fiquei mesmo com muitas dores no tendão na lesão de 2014. Mas acredito que vou tirar de letra dessa vez e retornarei bem”.

Gazeta Esportiva: Durante a recuperação dessa última lesão você acabou passando por uma videoartroscopia no joelho esquerdo em abril. Isso acabou atrapalhando muito o retorno?

Gustavo Henrique: “Pelo contrário. Eu estava com muitas dores no tendão e esse procedimento melhorou isso. Atrasar um pouco o retorno é normal. É melhor voltar a jogar 100% do que voltar 50% e ir recuperando aos poucos. Foi isso que os médicos quiseram fazer. Tive total confiança neles e deu tudo certo”.

Gazeta Esportiva: E a sua parceria com o Luiz Felipe? Ele teve a mesma lesão um mês após você, porém, foi o primeiro problema do tipo que ele sofreu na carreira. Você ajudou bastante na recuperação do companheiro de zaga?

Gustavo Henrique: “A gente já tinha uma amizade muito boa fora de campo. Quando aconteceu a lesão dele eu fiquei bastante chateado. Sempre expliquei pra ele que eu já tinha passado por isso e logo ele estaria em campo. Ele entendeu rápido, é um cara com a cabeça muito boa. Infelizmente ele teve um problema muscular (edema na parte posterior da coxa direita) recentemente, o que atrasou um pouco a recuperação. Mas isso é normal. Quando se fica muito tempo parado isso acontece. Mas o importante é que a parceria ajudou bastante nós dois na recuperação”.

Gazeta Esportiva: E como você avalia essa mudança de técnico. O Dorival te deu várias oportunidades enquanto esteve aqui. Você já conseguiu falar com o Levir? Ele te deu algum posicionamento sobre o que espera de você na temporada? Está pronto para buscar a retomada de espaço com o novo técnico?

Gustavo Henrique: “Não cheguei a ter uma conversa direta com o Levir. O professor Dorival já tinha confiança no meu trabalho. Mas em 2014, quando eu lesionei, era o Oswaldo que estava no comando. Quando eu voltei ele já tinha saído. Mesmo assim eu consegui recuperar meu espaço. É o que eu quero fazer agora”.

 

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